Diálogos inesquecíveis:
EU: Seu filho falta muito a aula, mãe. Ele é um dos meus melhores alunos, mas falta demais! Você precisa conversar com ele sobre a importância dos estudos todos os dias, mãe.
MÃE: eu falo, professora! O problema é que ele está revoltado com a minha situação. Mas eu falo pra ele não ficar revoltado.
EU: Mãe, não adianta dizer o que ele tem que fazer. Se você não mudar como pode exigir dele a mudança???
MÃE: Mas eu preciso do pai desse aqui, professora! É melhor apanhar e ter o dinheiro dele. Se eu o abandonar ele não vai me ajudar em nada.
EU: .............................. (silenciei)
EU: Que linda história, mãe! Chamei você aqui pra dizer que seu filho tem melhorado bastante!
MÃE: Que bom professora! Tudo isso foi depois da separação. Agora a gente vive com paz!
EU: É, mãe....você bateu e deixou marcas no domingo. Na segunda, ele, ainda revoltado, veio pra escola, agrediu um colega, me desrespeitou e, não satisfeito, ameaçou a mim e a um colega nas ruas da escola. Eu filmei tudo mãe. E, para não prejudicá-lo e o denunciar, estou pedindo a transferência do seu filho da escola.
MÃE: Mas eu não acho justo! Ele não brigou sozinho! Ele vai ser transferido e o outro não??
EU: Sim, mãe. Porque quem me ameaçou foi ele e não o colega. Lido com briga entre eles todos os dias e se fosse chamá-la na escola a cada problema que seu filho me causa você precisaria vir semanalmente. Se não a chamo é porque tenho o domínio da turma para resolver sem a interferência dos pais. Mas ameaça ,mãe? Isso não! Não vou aceitar manter em sala de aula o meu agressor e olhar pra ele todo dia!
MÃE: (sem argumento) Mas eu não acho justo!
EU: Entendi, mãe. O justo é eu ser ameaçada por seu filho. O justo é você o agredir e ele descontar em mim. Esse é o justo!
Depois desse último diálogo vieram os dias de recesso para acalmar os ânimos de todos nós.
CASO 1.
MÃE: tenho 6 filhos, cada um de um pai, agora moro com o pai desse que está no colo. Moro com ele porque ele mora mais embaixo do morro. Minha mãe mora muito lá em cima e com essa criança doente fica inviável morar com ela. Meu filho, seu aluno, desistiu de morar comigo. Ele me via apanhando do pai desse aqui ( o bebe de colo) quase todo dia, ficou revoltado. Desistiu de morar comigo por isso. Foi morar com a avó.EU: Seu filho falta muito a aula, mãe. Ele é um dos meus melhores alunos, mas falta demais! Você precisa conversar com ele sobre a importância dos estudos todos os dias, mãe.
MÃE: eu falo, professora! O problema é que ele está revoltado com a minha situação. Mas eu falo pra ele não ficar revoltado.
EU: Mãe, não adianta dizer o que ele tem que fazer. Se você não mudar como pode exigir dele a mudança???
MÃE: Mas eu preciso do pai desse aqui, professora! É melhor apanhar e ter o dinheiro dele. Se eu o abandonar ele não vai me ajudar em nada.
EU: .............................. (silenciei)
CASO 2
MÃE: Apanhava todos os dias do meu ex-marido, professora. Eu sustentava a casa e ainda apanhava. Meus filhos viviam com medo, eu vivia com medo, era terrível!! O meu filho, seu aluno, lia e escrevia bem. Só que com tantos problemas em casa ele foi desaprendendo tudo. Aí, cansei! Juntei dinheiro e aluguei um cubículo. O lugar é horrível, mas quando aluguei parecia o melhor lugar do mundo! Nem vi os defeitos. Estamos morando lá agora: eu e o meu filho. As filhas já casaram.EU: Que linda história, mãe! Chamei você aqui pra dizer que seu filho tem melhorado bastante!
MÃE: Que bom professora! Tudo isso foi depois da separação. Agora a gente vive com paz!
CASO 3:
MÃE: Descobri que ele (o filho- meu aluno) estava usando drogas. Aí, domingo, bati tanto nele, mas tanto, tanto que o deixei com marcas no corpo. Disse pra ele que ia na rua pra comprar um cigarro bem grande de maconha e ele teria que fumar tudo na minha frente. Quando eu voltei ele já estava dormindo.EU: É, mãe....você bateu e deixou marcas no domingo. Na segunda, ele, ainda revoltado, veio pra escola, agrediu um colega, me desrespeitou e, não satisfeito, ameaçou a mim e a um colega nas ruas da escola. Eu filmei tudo mãe. E, para não prejudicá-lo e o denunciar, estou pedindo a transferência do seu filho da escola.
MÃE: Mas eu não acho justo! Ele não brigou sozinho! Ele vai ser transferido e o outro não??
EU: Sim, mãe. Porque quem me ameaçou foi ele e não o colega. Lido com briga entre eles todos os dias e se fosse chamá-la na escola a cada problema que seu filho me causa você precisaria vir semanalmente. Se não a chamo é porque tenho o domínio da turma para resolver sem a interferência dos pais. Mas ameaça ,mãe? Isso não! Não vou aceitar manter em sala de aula o meu agressor e olhar pra ele todo dia!
MÃE: (sem argumento) Mas eu não acho justo!
EU: Entendi, mãe. O justo é eu ser ameaçada por seu filho. O justo é você o agredir e ele descontar em mim. Esse é o justo!
Depois desse último diálogo vieram os dias de recesso para acalmar os ânimos de todos nós.
Meu Deus...como deve ser difícil lidar com isso todos os dias....que Deus cuide e renove as suas forças e de todos os outros orientadores e colaboradores do sistema de educação, para que não desistam de educar nossas crianças. No fundo, sabemos que tudo isso acontece porque pais e mães não a tiveram e como falar de educação e amor quando não se sabe o que é isso? Triste, muito triste....
ResponderExcluirObrigada pelo carinho da leitura, prima. É triste mesmo. Vendo isso todo dia fica mais triste ainda.
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