NENHUMA DAS ALTERNATIVAS ANTERIORES, senhores e senhoras. MINHA intenção ao iniciar esse blog foi a de exorcizar MEUS sentimentos, insatisfações e, até mesmo, expor MEUS progressos diante desse novo desafio.
Fiquei feliz em saber da visibilidade que o blog já teve. Agradeço aos leitores anônimos e lamento apenas que os senhores e senhoras ainda permaneçam anônimos. Seus comentários e críticas poderiam ser construtivos para a melhora do meu desempenho profissional e até mesmo para futuras postagens mais concisas e interessantes. Enfim..... mesmo assim, agradeço a visibilidade.
Venho nessa postagem apenas deixar claro que esse é um momento de manifestar MINHAS impressões e, por isso, não postei e nem postarei nomes de escolas, de colegas professores, diretores, coordenadores e muito menos nomes de alunos. É o lugar da MINHA manifestação de direito como cidadã, conhecedora também de MEUS deveres, que vive em um país teoricamente democrático. Não há a intenção de pejorar instituições, profissionais e nem alunos. Tenho a impressão e tive esse retorno de alguns leitores não anônimos, que fui clara no meu falar desde o início. Entretanto, até entre profissionais de educação também há muitos LEDORES ao invés de LEITORES e para esses maus leitores eu ratifico minhas argumentações:
Ao dizer que meus alunos agiam, e orgulho-me em poder dizer isso no passado com apenas um mês de trabalho em sala de aula. Repetindo: agiam como bichos eu não disse que eram bichos. Ainda fui bem taxativa ao dizer que, em MINHA opinião, suas ações provavelmente eram fruto do ambiente escolar aos quais tinham sido submetidos até então. Os coloquei no lugar que, em MINHA singela e inofensiva opinião, eles sempre tiveram: lugar de vítimas sociais.
Expor as fotos do ambiente que EU frequento todos os dias em sala de aula pode parecer que a intenção foi político partidária oposicionista. Mas garanto a todos que começaram a vasculhar minha vida, blogs, face, twitter etc, que não sou inserida em nenhum partido político, movimentos políticos ou qualquer coisa do ramo. Sou um ser político, é claro! Sou um ser humano até que provem o contrário! Mas MINHA intenção aqui foi expor a MINHA realidade e ela não se parece em nada com Espaço de Desenvolvimento Infantil. Lamento, muito mais que qualquer um, por isso.
Tenho a intenção de postar aqui MEUS avanços com o grupo que começou com 21 e hoje já chegou a 30 alunos. Já há avanços significativos no comportamento e no desenvolvimento do grupo. É contagiante ver isso! Sou, como diz o meu marido, professora de nascença! Amo mesmo o que faço e faço sempre o meu melhor. O grupo está evoluindo comigo, eu estou crescendo na convivência com eles e, talvez por isso também, sendo vista tão de perto.Como alguns sabem, já sou professora da rede estadual há alguns anos. Mas a periferia do Rio me traz uma outra realidade de 'clientela'. Há uma sede maior pelo conhecimento por parte daqueles alunos da zona oeste esquecida. Aqui, estou tendo de deixá-los com sede primeiro. E esse processo é complexo e árduo. Mas não impossível!
Peço apenas aos 'educadores' de plantão, e entendam as aspas como quiserem, que lembrem-se que, antes de seus altos cargos, lá nos primórdios, os senhores também eram professores. Tinham suas angústias, frustrações, insatisfações.... e os momentos em família, com outros colegas ou mesmo sozinhos em suas casas eram os momentos de refletirem sobre seu trabalho, desabafarem e melhorarem para o dia seguinte. O mundo evoluiu e, hoje, além dos momentos em família, com outros colegas e da solidão do pensamento há também a internet. EU, com tooodo o meu direito de cidadã e responsável por minhas palavras, faço uso de mais essa ferramenta para o exercício da minha 'práxis'. Sim!!! Entendo isso como parte da minha prática pedagógica. E deixo claro que o faço fora de sala de aula e do ambiente escolar. Faço aqui, no sofá de minha casa em uma tarde chuvosa. Porque entendo que escrever meu cotidiano também ME ajuda a refletir sobre o que faço. E, ao postar MEUS pensamentos, entendo que posso ajudar algum colega a lidar melhor com as dificuldades de seu cotidiano também. Assim que assumi, procurei sites e blogs que falassem sobre o projeto em que estou e nada achei além de poucos comentários. Há vários colegas que utilizam essa ferramenta para desabafo e compartilharem suas práticas. Cito particularmente o site DIÁRIO DE UM PROFESSOR de Declev Reynier Dib Ferreira. Foi muito útil lembrar das postagens do colega em alguns momentos iniciais do meu trabalho no município.
Se ME exponho permito-ME ser julgada, é claro. O nome do site está com o verbo 'chegar'em primeira pessoa do singular não é à toa. Coloquei em caixa alta nessa postagem os pronomes de 1ª pessoa não foi à toa. Sou eu, Priscila, professora, mãe, cidadã, funcionária pública, esposa. Posso dizer também o que NÃO SOU. NÃO SOU FICCIONISTA, NÃO QUERO VIRAR CELEBRIDADE INSTANTÂNEA E NEM SOU A 'EMICIDA'. Aproveitando o noticiário do momento. (é melhor achar graça de tudo isso).
Falo aqui do que vivo. Espero com isso não gastar dinheiro com terapia esse ano, ler todas as postagens no fim do ano e ficar feliz com tudo o que fiz e com o quanto evolui como profissional e como ser humano e com o lugar que ajudei meus alunos a chegar. Apenas isso. E tenho dito.
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